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Vindo na bruma flanando encoberto
De olhos cerrados vítreos fixos noturnos
Em leve toque pelo vão adentro.

De peles aberta ansiosa e muda
Recostada, não respiro –
– espreito a presa desnuda –
E em suave lento giro
Pousa o desejo em felino cuidado
Sobre meu dorso hirto.
Morta fico, súcubo domado
Em lívida morte aflita uivo sumido no tempo
Minha boca fria de beijos
No mouro líquido negro
Rasga lento e suave
As costas, flanco em pêlo
Com prudentes cordas finas,
Viperino andar

Cortes delicados – o sangue vertente
– raro filtro gelado.