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No blog http://www.aledossena.com.br/2018/06/eu-li-o-papiro-de-wadjet-nicole-sigaud.html, com fotos!

28 DE JUNHO DE 2018

EU LI: O Papiro de Wadjet (Nicole Sigaud)

No mês de março eu fui ao lançamento do livro “O Papiro de Wadjet”, aqui em Curitiba. Não conhecia a autora Nicole Sigaud, mas passou pela minha linha do tempo a postagem do evento e decidi que queria na minha estante Egito um livro autografado. \o/

Depois do livro adquirido, fui pesquisar um pouco mais sobre a autora e sua obra. Descobri que Nicole Sigaud é radicada em Curitiba e tem formação em História, Artes Plásticas e Criminologia. Na orelha do livro consta informações de que ela também é estudiosa de temas de magia, tanto da era medieval como na antiguidade, e também de grimórios antigos.

Sobre “O Papiro de Wadjet”, que dá título à obra, uma explicação bem leiga e superficial: Wadjet era uma divindade antiga adorada no baixo Egito e é citada em textos das pirâmides e no Livro dos Mortos. Nicole escreveu sua história partindo de estudos feitos no Livro dos Mortos, incluindo anotações de egiptólogos sobre a origem do deus Anúbis, aquele que nas gravuras aparece como o guardião dos mortos. No próprio Livro dos Mortos consta que o surgimento de An-Pu (Anúbis) é um mistério.

E o livro é isso. Uma maravilhosa releitura sobre a origem de um dos mitos egípcios mais conhecidos: do deus Anúbis. Nicole dedicou-se na sua escrita por mais de vinte anos, estudando e pesquisando o tema para transformá-lo em livro. E a partir desse contexto, ela nos cria com maestria uma ficção sobre o momento da concepção de Anúbis (uma das minhas partes preferidas do livro!), sua infância como “lobinho”, repleta de sofrimento e rejeição por ser um híbrido, levando-nos a acompanhar sua vida que é cercada de elementos sobrenaturais.

Além da parte da concepção, me chamou a atenção as colocações inteligentes da autora sobre mitologia, não só egípcia, mas de outros culturas inseridas na história. Uma narrativa que prende, principalmente para quem tem uma noção mínima sobre o tema e curte Egito Antigo. Para esses leitores (como eu!) a história é pura magia. A trajetória de Anúbis até elevar-se ao status de deus é descrita de forma tão fantástica, mostrando seu caráter superior, que me comoveu ao finalizar a história. Destaco a figura do “djin” como personagem relevante nessa trajetória de Anúbis, cuja mitologia me agrada muito também.

Recentemente tive o privilégio de tomar um café com a autora e passamos a tarde conversando sobre o livro e os planos para seus futuros trabalhos. Aproveito para agradecer o bate-papo, que sempre acrescenta muito aos meus trabalhos de divulgação literária. Sucesso para a autora de “O Papiro de Wadjet”, recomendadíssimo!

Beijos!